terça-feira, 15 de maio de 2012

Confusão marca chegada do Mapará em Cametá


O que seria motivo de festa para os campeões paraenses virou um quebra-quebra na chegada da delegação do Cametá na cidade, depois do anúncio da desistência do clube da participação no Campeonato Brasileiro da série D. O presidente do Mapará Orlando Peixoto, renunciou ocargo na noite desta terça-feira (15) depois de uma reunião entre os diretores do clube.
A torcida revoltada com o anuncio da desistência, nem comemorou o título e várias manifestações contra a decisão foram  tomadas. Os cametaenses ameaçaram de agressão, o agora ex-presidente Peixoto, que foi escoltado pela polícia até um quartel da cidade, onde permaneceu por muito tempo. A população ficou do lado de fora esperando a aparição de Peixoto.
Tudo começou na manhã de hoje (15), quando Orlando Peixoto foi até a sede social do Clube do Remo assinar um documento anunciando a desistência do Cametá do Campeonato Brasileiro da série D. Além do documento, o Remo teria repassado os 50% da cota da decisão de domingo que até então estava retida com os azulinos. No início da tarde, os dirigentes de Remo e Cametá foram até a sede da Federação Paraense de Futebol (FPF), protocolar o documento da desistência e repassar para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o que foi feito.
Paulo Amorim, que era vice de Peixoto, assumiu a presidência do clube e deve vir a Belém amanhã (16) alegar que o documento assinado pelas partes é da data do dia 16 de maio, com isso o documento não tem valor, já que o presidente na data do documento não era mais o Peixoto e sim o Amorim. Só que no documento da CBF consta a data do dia 15 de maio, ou seja, Peixoto ainda era o presidente do clube.
Em relação ao imbróglio da data, o Clube do Remo poderá alegar erro de digitação e ganhar a causa. O que ficou acertado era que o Remo daria entrada no documento amanhã (16), mas como esta terça-feira era o último dia de desistência da competição, a diretoria azulina, protocolou o documento com a data de hoje, o que deve prevalecer na CBF.
Agora vai depender do jurídico da CBF analisar o caso, onde deve reconhecer o protocolo da FPF e o reconhecimento em cartório das assinaturas com o documento autenticado. O diretor de competições da Confederação Brasileira de Futebol Virgílio Elísio, considera o Remo na disputa da série D. A instituição deve formatar e oficializar a tabela já com o Leão. O fato dessa briga toda deve repercutir negativamente o futebol paraense para o Brasil.